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Inteligência artificial na medicina: o que muda com a Resolução CFM nº 2.454/2026

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    RRA_
  • há 11 horas
  • 1 min de leitura

O Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução CFM nº 2.454/2026, que estabelece regras para o uso de inteligência artificial na prática médica no Brasil. A norma define princípios de governança, responsabilidades profissionais e critérios para utilização segura dessas tecnologias na assistência à saúde.

 

A resolução parte de um princípio central: a inteligência artificial deve funcionar como ferramenta de apoio à prática médica, sem substituir a decisão do profissional. 


Para facilitar a compreensão, apresentamos a seguir um resumo dos principais pontos da resolução: 



Além de orientar a atuação dos médicos, a norma também gera impactos relevantes para instituições de saúde e empresas que desenvolvem ou fornecem soluções de inteligência artificial para o setor médico.

 

Entre os principais efeitos regulatórios, destacam-se:

 

  • A possibilidade de criação de uma Comissão de IA e Telemedicina sob coordenação médica, vinculada à diretoria técnica; 

  • A realização de avaliação de riscos antes da implementação de sistemas de IA; 

  • Definição clara das responsabilidades entre profissionais de saúde, instituições e fornecedores de tecnologia. 


No conjunto, a Resolução CFM nº 2.454/2026, que entrará em vigor 180 dias após sua publicação, estimada para 10 de agosto de 2026, representa um avanço na definição de parâmetros éticos e técnicos para o uso da inteligência artificial na medicina no Brasil. Para instituições de saúde e empresas que desenvolvem soluções baseadas em IA, a norma reforça a necessidade de estruturas sólidas de governança, proteção de dados e gestão de riscos. 

 

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